quarta-feira, 10 de abril de 2013

Penso nele todos os dias. Penso mais nele hoje do que pensava antigamente. Quando penso que quase melhorei, volta com força total. Tem dias que acordo firme, determinada como uma rocha à esquecer tudo o que eu sinto por ele e me convencer que uma agradável amizade é tudo o que eu preciso. Passo uma semana, convicta de que vou conseguir, de que dessa vez vai, que vou olhar para ele e ver meu grande amigo, sempre animado e me fazendo sorrir, e não pensarei mais nele como alguém que faz meu coração parar. Até que o fim de semana chega, ou ele chega, no meio da semana, e tudo o que eu ensaiei comigo mesma, todo o esforço que eu depositei em mim, todo o tempo dedicado a me convencer. Tudo. Tudo se perde, porque eu encontrei com ele. E quando eu encontro com ele, não vejo mais nada. Não vejo mais nada porque ele sorri para mim, porque ele me abraça, porque ele me toca de um jeito diferente, porque ele encosta em mim como se não quisesse soltar mais. E lá se vai toda a minha dedicação em tirá-lo da minha mente. Eu amo ele. Fato. Não tem o que mudar nisso.