
Há alguns minutos atrás ainda era o meu aniversário e, segundo minha avó, ele só acaba no dia primeiro do mês que vem. E como eu acredito fielmente nas palavras dela, ainda estou comemorando meus longos dezenove anos de vida. Hoje eu tive comigo pessoas que compõe a minha vida de uma forma que ninguém nunca antes fez. Pessoas que têm estado comigo e me feito querer estar com elas para o resto da vida. Em mais esse ano de vida eu posso olhar pra trás com tanta alegria. Com algumas tristezas, sim. Mas as tristezas não me afetam nem me doem, já as alegrias me remetem àquela felicidade de antes e por isso eu sou feliz, porque guardo boas lembranças de dezenove anos vividos, batalhados, sonhadores. E vejo mais ainda, que mudei muito, mas não mudei nada de mim, nunca me mudei, apesar de ter mudado. Entende? Eu cresci (exceto pela altura) mas não mudei as vontades e desejos dentro de mim. Os sonhos são os mesmos e os ideiais também e eu sou tão feliz por não ter mudado. Mudar demais confunde suas convicções. Mudei algumas maneiras de pensar, de agir e de falar. Mas nada mudou no meu sorriso, no meu ser e no meu sentir, apesar de achar que mudando esse último faria um bem danado ao meu coração. Mas, como diria minha ispiradora Clarice, é preciso viver apesar de. E eu vivo, muito feliz, obrigada. Com essas mesmas pessoas que estiveram comigo nesse dia tão especial e alguns outros que por algum motivo não estiveram.
Rumo aos vinte, começando agora, fazendo tudo o que eu puder fazer para ser verdadeiramente feliz até lá.
Marina Lemos, pós festinha de aniversário.