Alguém, bem a frente, me viu chorar, me viu sofrer e se compadeceu da minha angústia, dos meus medos. Quando contei dos meu pesos esse alguém me confessou que, na minha idade, também era vítima das injustiças e incompreesões das pessoas. Eu, aflita para me livrar de toda a carga que me pesava, perguntei com esperança: - O que você fez então, para que a vida não te magoasse mais?
Ele sorriu como se olhasse para uma criança inocente fazendo uma pergunta óbvia de se responder e disse:
- Deixei de ser a vítima. E foi embora como um sopro de ânimo.
Qual é o seu drama de hoje?
Marina Lemos
